terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Síndrome compartimental

Síndrome compartimental é uma doença grave que envolve o aumento da pressão no compartimento muscular e que pode levar a danos e problemas com o fluxo sanguíneo muscular e nervoso.

Causas de síndrome compartimental

Espessas camadas de tecido, chamadas fáscia, separam grupos de músculos nos braços e pernas, uns dos outros. Dentro de cada camada de fáscia existe um espaço confinado, chamado de compartimento. O compartimento inclui o tecido muscular, nervos e vasos sanguíneos. Fáscia rodeia estas estruturas.
Fáscia não se expande. Qualquer inchaço num compartimento irá levar a um aumento da pressão nessa zona, o que vai pressionar sobre os músculos, vasos sanguíneos e nervos. Se esta pressão for suficientemente elevada, o fluxo de sangue para o compartimento será bloqueado. Isto pode levar a danos permanentes no músculo e nervos. Se a pressão durar tempo suficiente, os músculos podem morrer e o braço ou perna deixarão de funcionar, podendo tornar-se necessária a sua amputação.
Inchaço que leva à síndrome compartimental ocorre a partir de trauma, como um acidente de carro ou lesão por esmagamento ou cirurgia. O inchaço também pode ser causado por fraturas complexas ou lesões dos tecidos moles devido a trauma.
Síndrome compartimental de longo prazo (crônica) pode ser causada por atividades repetitivas, como a corrida. A pressão num único compartimento aumenta durante essa actividade.
A síndrome compartimental ocorre mais comumente na parte inferior da perna e antebraço, mas também pode ocorrer na mão, pé, coxa e no braço.

Sintomas de síndrome compartimental

A síndrome compartimental provoca dor intensa que não desaparece quando você toma remédios contra a dor. Em casos mais graves, os sintomas podem incluir:
  • Sensação diminuida
  • Dormência e formigamento
  • Palidez da pele
  • Dor intensa que piora
  • Fraqueza

Tratamento de síndrome compartimental

Uma cirurgia torna-se necessária imediatamente. Atrasar a cirurgia pode levar a danos permanentes.
Cortes cirúrgicos longos são feitos através do tecido muscular para aliviar a pressão. As feridas podem ser deixadas abertas (cobertas com uma compressa esterilizada) e fechadas durante uma segunda cirurgia, geralmente 48 a 72 horas mais tarde.
Enxertos de pele podem ser necessários para fechar a ferida.
Se um elenco ou atadura estiverem a causar problema, o curativo deve ser solto ou cortado para aliviar a pressão.

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