sábado, 5 de agosto de 2017

Febre familiar do Mediterrâneo

A febre familiar do Mediterrâneo é uma doença hereditária que causa ataques episódicos de febre e inflamação dolorosa do abdômen, tórax e articulações. Pessoas com esta condição também podem desenvolver uma erupção durante estes ataques. Os ataques duram de 1 a 3 dias e podem variar em gravidade. Entre os ataques, geralmente, a pessoa sente-se normal. Estes períodos livres de sintomas podem durar dias ou mesmo anos.
Em 80 a 90% das pessoas afetadas por febre familiar do Mediterrâneo, o primeiro ataque ocorre por volta dos 20 anos de idade. Menos comumente, os sintomas começam mais tarde, ao longo da vida. As crianças que têm esta condição podem sentir febre periódica como o seu único sintoma.

Sintomas de febre familiar do Mediterrâneo

Algumas pessoas desenvolvem uma acumulação de proteínas em várias partes do corpo, nomeadamente nos rins. Se for deixada sem tratamento, esta situação pode levar à insuficiência renal com risco de vida. As pessoas que não experimentam os ataques característicos da condição, ainda podem desenvolver esta forma particular de insuficiência renal. Este sintoma é mais comum entre pessoas de ascendência judaica turca e norte-Africana.
Outros sintomas que podem ocorrer durante um ataque da condição podem incluir dor de cabeça, inflamação do coração e/ou testículos. As pessoas afetadas também podem desenvolver uma inflamação da membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal, embora isso não seja normalmente grave ou prejudicial.


Tratamento para febre familiar do Mediterrâneo

Não existe cura para a condição, no entanto, a droga colchicina tem sido muito eficaz na prevenção de ataques característicos da doença. Com doses diárias de colchicina, 75% das pessoas com a condição podem evitar ataques, com um adicional de 15% a mostrar uma melhoria nos seus sintomas. A colchicina também evita a acumulação de proteínas perigosas nos rins, o que poderia levar à insuficiência renal.
Ataques episódicos de febre e inflamação podem ser tratados com drogas anti-inflamatórias não-esteróides. Aqueles que desenvolvem insuficiência renal grave podem ser ajudados através de um transplante de rim.

Nenhum comentário:
ACOMPANHE OS ARTIGOS DO BLOG NO SEU EMAIL