terça-feira, 25 de julho de 2017

Estenose espinhal

A coluna vertebral é constituida por uma fileira de 26 ossos nas costas, que permite que uma pessoa se possa manter ereta e curvar-se. A coluna vertebral também protege a medula espinhal contra ferimentos. Em pessoas com estenose espinal, a coluna fica reduzida numa ou mais de três partes:
  • Espaço no centro da coluna
  • Canais onde os nervos se ramificam a partir da espinha
  • Espaço entre as vértebras (os ossos da coluna vertebral)
Este estreitamento coloca pressão sobre a medula espinhal e nervos, podendo causar dor.
A estenose espinal é mais comum em homens e mulheres com mais de 50 anos de idade. As pessoas mais jovens que nasceram com um estreito canal espinhal ou que machucaram a sua coluna também podem obter estenose espinhal.

Causas de estenose espinhal

As alterações que ocorrem na coluna quando as pessoas envelhecem são a causa mais comum de estenose espinhal. Conforme as pessoas envelhecem:
  • As faixas de tecido que suportam a coluna vertebral podem ficar grossas e duras.
  • Ossos e articulações podem ficar maiores.
  • As superfícies dos ossos podem ser empurradas para fora (estes são chamados de osteófitos).
Nalguns casos, a artrite degenerativa (piora com o tempo) pode causar estenose espinhal. Duas formas de artrite podem afetar a coluna, nomeadamente a osteoartrite e artrite reumatóide.

A osteoartrite:
  • É a forma mais comum de artrite
  • Na maioria das vezes ocorre em pessoas de meia-idade e mais velhas
  • Não desaparece
  • Pode envolver muitas articulações do corpo
  • Desgasta o tecido resistente (cartilagem) que mantém as articulações no lugar
  • Causa esporas ósseas e problemas com articulações.
A artrite reumatóide:
  • Afeta a maioria das pessoas numa idade mais jovem do que a osteoartrite
  • Faz com que os tecidos moles das articulações possam inchar e possam afetar os órgãos e sistemas internos
  • Não é uma causa comum de estenose espinal
  • Pode causar graves danos, especialmente às articulações

Sintomas de estenose espinhal

Podem não existir sintomas associados a estenose espinal, mas os sintomas também podem aparecer de forma lenta e piorar com o tempo. Sinais de estenose do canal vertebral incluem:
  • Dor no pescoço ou nas costas
  • Dormência, fraqueza, cólicas ou dores nos braços ou pernas
  • Dor que vai para baixo, para a perna
  • Problemas nos pés
Um tipo de estenose espinhal, a síndrome de cauda equina, é muito grave. Este tipo de estenose ocorre quando existe pressão sobre os nervos na parte inferior das costas. Os sintomas podem incluir:
  • A perda de controle do intestino ou bexiga
  • Problemas para ter relações sexuais
  • Dor, fraqueza ou perda de sensibilidade numa ou em ambas as pernas
Se você tiver algum destes sintomas, deverá consultar o seu médico imediatamente.


Tratamento de estenose espinhal

Atendendo a que a estenose espinhal tem muitas causas e sintomas, você pode necessitar de tratamento de médicos que se especializam em determinados aspetos da condição. Com base nos seus sintomas, o médico pode encaminhá-lo para:
  • Reumatologistas (médicos que tratam doenças como artrite e afins)
  • Neurologistas e neurocirurgiões (médicos que tratam doenças do sistema nervoso)
  • Cirurgiões ortopédicos (médicos que tratam de problemas com os ossos, articulações e ligamentos)
  • Fisioterapeutas

Tratamentos não cirúrgico para estenose espinhal

Existem muitos tratamentos não-cirúrgicos para estenose espinhal. O seu médico pode prescrever:
  • Medicamentos para reduzir o inchaço
  • Medicamentos para aliviar a dor
  • Limites na sua atividade
  • Exercícios e/ou fisioterapia
  • Uma cinta na sua parte inferior das costas


Cirurgia para estenose espinhal

Provavelmente, inicialmente, o seu médico vai sugerir um tratamento não cirúrgico, a menos que você tenha:
  • Sintomas que afetam a forma de andar
  • Problemas com o intestino ou função da bexiga
  • Problemas com o seu sistema nervoso
O seu médico irá ter em conta muitos fatores, para decidir se a cirurgia é ideal para o seu caso em especial. Estes incluem:
  • O sucesso dos tratamentos não-cirúrgicos
  • A extensão da dor
  • As suas preferências

Nenhum comentário:
ACOMPANHE OS ARTIGOS DO BLOG NO SEU EMAIL