sábado, 17 de junho de 2017

Transtorno de compulsão alimentar

A maioria das pessoas têm momentos em que comem muito, especialmente durante uma ocasião especial ou festa. O transtorno de compulsão alimentar é diferente.
Com esta condição, a pessoa sente que não pode parar de comer, mesmo que já esteja desconfortavelmente cheia. A pessoa pode comer muito e rapidamente, mesmo que não esteja com fome. A pessoa pode sentir-se envergonhada. Ao contrário de bulimia, a pessoa não tenta promover medidas como muito exercício físico, depois de comer muito.
De todo o modo, o controle pode ser alcançado com tratamento. Conversar com um especialista (como um psiquiatra ou psicólogo), que trata as pessoas com transtornos alimentares é fundamental. Para algumas pessoas, tomar medicação também ajuda.
Também pode ajudar ter apoio emocional da família e dos amigos. O seu apoio torna mais fácil de mudar a maneira de pensar na comida.

Causas de transtorno de compulsão alimentar

Especialistas não sabem porque é que algumas pessoas desenvolvem transtorno de compulsão alimentar, mas esta condição é mais comum em mulheres do que em homens. 
As pessoas que são obesas correm um maior risco de contrair transtorno de compulsão alimentar, embora as pessoas com peso normal também possam adquiri-la. Cerca de duas em cada três pessoas que têm a condição são obesas.

Sintomas de transtorno de compulsão alimentar

Se você tiver esta condição, os sintomas podem incluir:
  • Comer mais alimentos do que as outras pessoas fazem na mesma situação.
  • Sentir que não pode controlar o quanto você come.
  • Sentir-se perturbado depois de comer muito.
Para se diagnosticar a condição, a pessoa terá de ter estes sintomas pelo menos uma vez por semana durante 3 meses, em média.

Você também poderá ter três ou mais destes sintomas:
  • Comer muito mais rapidamente do que o normal.
  • Comer o suficiente para se sentir desconfortavelmente cheio.
  • Mesmo quando você não está com fome, você come muito.
  • Comer sozinho para que ninguém possa saber a quantidade de alimento que você ingere.
  • Sentir-se culpado, desgostoso ou deprimido sobre a sua alimentação.
Pessoas com transtorno de compulsão alimentar não tentam vomitar depois de comer compulsivamente.
Você também pode ter problemas para dormir, dores musculares e articulares e problemas digestivos. As mulheres podem ter períodos menstruais irregulares ou pouco frequentes.


Diagnóstico de transtorno de compulsão alimentar

O seu médico pode fazer-lhe perguntas como:
  • Uma vez que você começa a comer, você consegue parar?
  • Como você se sente sobre a quantidade de alimento que ingere?
  • Você come de modo muito rápido?
  • Você mantem a comida, mesmo depois de se sentir desconfortavelmente cheio?
  • Alguma vez mentiu para alguém sobre o quanto você come?
  • Você deseja comer sozinho? Porquê?
Pessoas com transtornos alimentares, muitas vezes tentam esconder esse facto. A fim de receber um diagnóstico, você precisa de dar todas as informações de modo correto sem omissões. O médico estará do seu lado.
O seu médico pode considerar a compulsão alimentar leve, se isso acontecer 1 a 3 vezes por semana, moderada, se isso acontecer 4 a 7 vezes por semana, grave, se isso acontecer 8 a 13 vezes por semana, ou extrema se isso acontecer 14 vezes ou mais vezes durante uma semana.

Você poderá colocar as seguintes perguntas ao seu médico:
  • Você já trabalhou com muitas pessoas com transtorno de compulsão alimentar?
  • Qual o tratamento que você recomenda? Quanto tempo vai durar?
  • Tenho quaisquer outras condições ou problemas que precisem de ser tratados?
  • Como é que a minha família ou amigos me podem ajudar?

Tratamento para transtorno de compulsão alimentar

Por vezes, medicamentos como lisdexamfetamine (Vyvanse) serão prescritos para suprimir o desejo de comer. Este, é o primeiro medicamento aprovado pelo FDA dos EUA para o tratamento de moderada a grave compulsão alimentar, refreando os episódios de compulsão alimentar. Você também precisará da ajuda de um especialista, como um psiquiatra ou psicólogo.
Estes podem usar uma abordagem chamada terapia comportamental cognitiva, que se concentra no que você faz e na forma como você se sente. Estes, podem ajudá-lo a mudar os seus pensamentos sobre alimentação e a entender o que desencadeia a condição.
Um terapeuta pode sugerir que você inclua a sua família no aconselhamento para que eles possam aprender mais sobre a desordem, as fontes pontuais de estresse em casa, e para saberem como podem apoiá-lo.
Pergunte ao seu médico ou terapeuta sobre a forma de encontrar um grupo de apoio na sua área. Falar com outras pessoas sobre o que você está a passar pode ser importante.
Você também pode precisar de ajuda para outras condições associadas, tais como depressão ou ansiedade. Um médico pode prescrever antidepressivos, medicamentos que podem ajudar a controlar o impulso de comer.

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