quinta-feira, 6 de abril de 2017

Tratamento para depressão

Este artigo aborda apenas a forma de tratamento para depressão. Se quiser conhecer as causas, sintomas, fatores de risco, complicações, diagnóstico, tratamentos alternativos ou complementares, e o modo de prevenção da depressão, consulte o artigo Depressão.

Medicamentos e aconselhamento psicológico (psicoterapia) são muito eficazes para a maioria das pessoas com depressão. O seu médico de cuidados primários ou psiquiatra pode prescrever medicamentos para aliviar os sintomas. No entanto, muitas pessoas com depressão também beneficiam de consultas com um psicólogo ou outro profissional de saúde mental.
Se você tiver depressão severa, você pode precisar de uma internação hospitalar, ou pode precisar de participar num programa de tratamento ambulatorial até que os seus sintomas melhorem.

Aqui está um olhar mais atento sobre as opções de tratamento.

Medicamentos para depressão

Muitos tipos de medicamentos antidepressivos estão disponíveis, incluindo os referidos a seguir. Discuta os possíveis efeitos secundários graves com o seu médico ou farmacêutico:
  • Inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS). Muitas vezes, os médicos começam por prescrever um ISRS. Estes medicamentos são mais seguros e geralmente causam menos efeitos colaterais do que outros tipos de antidepressivos. Os ISRS incluem fluoxetina (Prozac), paroxetina (Paxil, Pexeva), sertralina (Zoloft), citalopram (Celexa) e escitalopram (Lexapro).
  • Inibidores da recaptação da serotonina-norepinefrina (IRSNs). Exemplos de IRSNs incluem duloxetina (Cymbalta), venlafaxina (Effexor XR), desvenlafaxina (Pristiq, Khedezla) e levomilnacipran (Fetzima).
  • Inibidores da recaptação da norepinefrina-dopamina. Bupropiona (Wellbutrin, Aplenzin, Forfivo XL) cai nesta categoria, sendo um dos poucos antidepressivos que não estão frequentemente associados com efeitos colaterais sexuais.
  • Antidepressivos atípicos. Estes medicamentos não se encaixam em quaisquer outras categorias de antidepressivos. Trazodona e mirtazapina (Remeron) são sedativos e geralmente são tomados à noite. Novos medicamentos incluem vortioxetina (Brintellix) e vilazodona (Viibryd). Considera-se que a Vilazodona tem um baixo risco de efeitos colaterais sexuais.
  • Antidepressivos tricíclicos. Estes antidepressivos, como a imipramina (Tofranil), nortriptilina (Pamelor), amitriptilina, doxepina, trimipramina (Surmontil), desipramina (Norpramin) e protriptilina (Vivactil), podem ser muito eficazes, mas tendem a causar efeitos secundários mais graves do que os novos antidepressivos. Assim, geralmente,  tricíclicos não são prescritos a menos que você tenha tentado um ISRS primeiramente sem melhora.
  • Inibidores da monoamino-oxidase (IMAOs). Os IMAOs como tranilcipromina (Parnate), fenelzina (Nardil) e isocarboxazida (Marplan), normalmente, podem ser prescritos quando outros medicamentos não funcionaram, já que podem ter efeitos secundários graves. O uso de IMAOs exige uma dieta rigorosa por causa de interações perigosas (ou mesmo mortais) com alimentos (como certos queijos, picles e vinhos) e alguns medicamentos, incluindo pílulas anticoncepcionais, descongestionantes e certos suplementos de ervas. A selegilina (Emsam), um IMAO mais recente que adere à pele como um adesivo, pode causar menos efeitos colaterais do que outros IMAOs. Estes medicamentos não podem ser combinados com ISRS.
  • Outros medicamentos. Outros medicamentos podem ser adicionados a um antidepressivo para aumentar os efeitos antidepressivos. O seu médico pode recomendar a combinação de dois antidepressivos ou adicionar medicamentos como estabilizadores do humor ou antipsicóticos. Medicamentos para anti-ansiedade e medicamentos estimulantes também podem ser adicionados para uso de curto prazo.

Encontrar a medicação certa

Se um membro da família tem respondido bem a um determinado antidepressivo, este pode vir a ajudá-lo. Mas você pode precisar de tentar vários medicamentos ou uma combinação de medicamentos antes de encontrar um que funcione. Isto requer paciência, já que alguns medicamentos precisam de várias semanas ou mais para ter pleno efeito e para vislumbrar efeitos colaterais, de modo a facilitar a forma como o seu corpo se ajusta.
As características herdadas desempenham um papel importante na forma como os antidepressivos o afetam. Nalguns casos, quando disponíveis, os resultados de testes genéticos (feitos por exame de sangue ou esfregaço) podem oferecer pistas sobre a forma como o seu corpo pode responder a um determinado antidepressivo. No entanto, outras variáveis, além da genética, podem afetar a sua resposta à medicação.

Riscos de interrupção abrupta da medicação

Não deixe ou pare de tomar um antidepressivo sem falar primeiramente com o seu médico. Os antidepressivos não são considerados viciantes, mas por vezes, a dependência física (que é diferente do vício) pode ocorrer.
Parar o tratamento abruptamente ou perder várias doses pode causar sintomas de retirada, e parar de repente pode causar um agravamento súbito da depressão. Trabalhe com o seu médico para diminuir gradualmente e com segurança a sua dose.

Psicoterapia para depressão

Psicoterapia é um termo geral utilizado para o tratamento da depressão, que inclui falar sobre a sua condição e problemas relacionados, com um especialista de saúde mental. Psicoterapia também é conhecida como terapia de conversa ou terapia psicológica.
Diferentes tipos de psicoterapia podem ser eficazes para a depressão, como terapia cognitivo-comportamental ou terapia interpessoal. O seu médico de saúde mental também pode recomendar outras terapias. A psicoterapia pode ajudá-lo a:
  • Ajustar uma crise ou outra dificuldade atual
  • Identificar crenças e comportamentos negativos e substituí-los por outros saudáveis e positivos
  • Explorar relacionamentos e experiências, e desenvolver interações positivas com os outros
  • Encontrar maneiras melhores de lidar e resolver problemas
  • Identificar os problemas que contribuem para a depressão e mudar os comportamentos que pioram a situação
  • Recuperar um sentimento de satisfação e controle da sua vida, e ajudar a aliviar os sintomas de depressão, como desesperança e raiva
  • Aprender a definir metas realistas para a sua vida
  • Desenvolver a capacidade de tolerar e aceitar o sofrimento, usando comportamentos mais saudáveis

Tratamento hospitalar e residencial

Nalgumas pessoas, a depressão é tão grave que uma hospitalização se torna necessária. Esta pode ser necessária se você não poder cuidar de si mesmo corretamente ou quando você está em perigo imediato de se prejudicar a si mesmo ou a outra pessoa. Tratamento psiquiátrico num hospital pode ajudar a mantê-lo calmo e seguro até que o seu humor possa melhorar.
Programas de internação parcial ou tratamento diurno também podem ajudar algumas pessoas. Estes programas fornecem o apoio e aconselhamento ambulatorial necessários para que os sintomas se mantenham sob controle.

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