quarta-feira, 5 de abril de 2017

Depressão

A depressão é um transtorno de humor que causa um sentimento persistente de tristeza e perda de interesse. Também chamado de transtorno depressivo maior ou depressão clínica, afeta a forma como a pessoa se sente, pensa e se comporta, podendo levar a uma variedade de problemas emocionais e físicos. Você pode ter problemas para fazer as atividades do dia-a-dia normais, e por vezes você pode sentir como se não valesse a pena viver.
A depressão não é uma fraqueza e você não pode simplesmente sair dela. A depressão pode exigir tratamento a longo prazo. Mas não desanime. A maioria das pessoas com depressão sente-se melhor com medicação, aconselhamento psicológico ou ambos.

Causas de depressão

Não se sabe exatamente o que causa a depressão. Tal como acontece com muitos transtornos mentais, uma variedade de fatores podem estar envolvidos, tais como:
  • Diferenças biológicas. As pessoas com depressão parecem ter alterações físicas nos seus cérebros. O significado dessas mudanças ainda é incerto, mas pode eventualmente ajudar a identificar as causas.
  • Química do cérebro. Os neurotransmissores são substâncias químicas cerebrais naturais que provavelmente desempenham um papel na depressão. Pesquisas recentes indicam que as mudanças na função e efeito desses neurotransmissores e a forma como eles interagem com neurocircuitos envolvidos na manutenção da estabilidade do humor podem desempenhar um papel significativo na depressão e no seu tratamento.
  • Hormônios. Alterações no equilíbrio do corpo de hormônios podem estar envolvidas na causa ou desencadeamento da depressão. Alterações hormonais podem resultar de gravidez e podem ocorrer durante as semanas ou meses após o parto (pós-parto), e ainda podem decorrer de problemas de tireoide, menopausa ou uma série de outras condições.
  • Traços herdados. A depressão é mais comum em pessoas cujos parentes de sangue também têm esta condição. Os pesquisadores estão a tentar encontrar genes que podem estar envolvidos na causa da depressão.

Sintomas de depressão

Apesar da depressão poder ocorrer apenas uma vez durante a sua vida, geralmente as pessoas têm múltiplos episódios de depressão. Durante estes episódios, os sintomas ocorrem a maior parte do dia, quase todos os dias, e podem incluir:
  • Sentimentos de tristeza, choro, vazio ou desesperança
  • Explosões irritadas, irritabilidade ou frustração, mesmo em relação a pequenas questões
  • Perda de interesse ou prazer na maioria ou em todas as atividades normais, como relações sexuais, hobbies ou esportes
  • Distúrbios do sono, incluindo insônia ou dormir demasiado
  • Cansaço e falta de energia, pelo que, mesmo pequenas tarefas levam a esforço extra
  • Alterações no apetite, muitas vezes reduzido apetite e perda de peso, mas também pode haver aumento de procura por alimentos e ganho de peso em algumas pessoas
  • Ansiedade, agitação ou inquietação
  • Retardado pensamente, fala ou movimentos do corpo
  • Sentimentos de inutilidade ou culpa, fixação em falhas do passado ou culpar-se por coisas que não são da sua responsabilidade
  • Problemas para pensar, concentrar-se, tomar decisões e lembrar coisas
  • Pensamentos frequentes ou recorrentes de morte, pensamentos suicidas, tentativas de suicídio ou suicídio
  • Problemas físicos inexplicáveis, como dor nas costas ou dores de cabeça
Para muitas pessoas com depressão, geralmente, os sintomas são suficientemente graves para causar problemas visíveis nas atividades do dia-a-dia, como trabalho, escola, atividades sociais ou relacionamentos com os outros. Outras pessoas podem sentir-se normalmente miseráveis ou infelizes sem realmente saber porquê.

Sintomas de depressão em idosos

A depressão não é uma parte normal do envelhecimento, e nunca deve ser tomada de ânimo leve. Infelizmente, muitas vezes, a depressão não é diagnosticada e não é tratada em adultos mais velhos, e estes podem sentir-se relutantes em procurar ajuda. Os sintomas de depressão podem ser diferentes ou menos óbvios em adultos mais velhos, tais como:
  • Dificuldades de memória ou mudanças de personalidade
  • Dores físicas ou dor
  • Fadiga, perda de apetite, problemas de sono, dores ou perda de interesse nas relações sexuais, não causado por uma condição médica ou medicação
  • Querer frequentemente ficar em casa, em vez de sair para socializar ou fazer coisas novas
  • Pensamentos ou sentimentos suicidas, especialmente em homens mais velhos

Diagnóstico de depressão

Alguns exames e testes podem ajudar a descartar outros problemas que possam estar a causar os seus sintomas, identificar um diagnóstico e verificar se existem complicações relacionadas. Estes podem incluir:
  • Exame físico. O seu médico pode implementar um exame físico e fazer perguntas sobre a sua saúde. Nalguns casos, a depressão pode estar ligada a um problema de saúde física subjacente.
  • Testes de laboratório. Por exemplo, o seu médico pode promover um exame de sangue chamado hemograma completo ou testar a sua tireoide para se certificar de que está a funcionar corretamente.
  • Avaliação psicológica. Espere que o seu médico de cuidados primários ou especialista de saúde mental formule perguntas sobre os seus sintomas, pensamentos, sentimentos e padrões de comportamento. Você pode ser solicitado a preencher um questionário para ajudar a responder a essas perguntas.
  • Critérios identificados no DSM-5. O profissional de saúde mental pode usar os critérios para a depressão listados no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), publicado pela American Psychiatric Association. Este manual é usado pelos provedores de saúde mental para diagnosticar as condições mentais e pelas companhias de seguros para reembolsar o tratamento.

Outros transtornos que causam sintomas de depressão

Vários outros distúrbios, tais como os que identificamos a seguir, incluem depressão como um sintoma. É importante obter um diagnóstico preciso, para que você possa obter o tratamento adequado:
  • Transtornos bipolares I e II. Estes transtornos de humor incluem alterações de humor que variam entre extremos. Por vezes torna-se difícil distinguir entre transtorno bipolar e depressão.
  • Transtorno ciclotímico. Esta desordem envolve altos e baixos que são mais leves do que aqueles associados a transtorno bipolar.
  • Perturbação de desregulação do humor disruptivo. Esta desordem de humor em crianças inclui irritabilidade crônica e grave, e raiva com explosões frequentes de temperamento extremo. Geralmente, esta desordem desenvolve-se em transtorno depressivo ou transtorno de ansiedade durante a adolescência ou idade adulta.
  • Transtorno depressivo persistente. Por vezes chamada de distimia, esta é uma forma menos grave, mas mais crônica de depressão. Embora normalmente não seja incapacitante, transtorno depressivo persistente pode impedi-lo de funcionar normalmente na sua rotina diária e de viver a vida ao máximo.
  • Transtorno disfórico pré-menstrual. Este envolve sintomas depressivos associados a alterações hormonais que começam uma semana antes e melhoram dentro de alguns dias após o início do seu período, e são mínimos ou desapareceram após a conclusão do seu período.
  • Outros distúrbios da depressão. Estes incluem depressão que é causada pelo uso de drogas recreativas, alguns medicamentos prescritos ou outra condição médica.

Tratamento para depressão

Os medicamentos e formas de aconselhamento psicológico são muito eficazes na maioria dos casos de depressão. O médico de cuidados primários ou psiquiatra poderão prescrever medicamentos para aliviar os sintomas. No entanto, muitas pessoas com depressão também podem beneficiar de consultar um psicólogo ou outro profissional de saúde mental.
Quando a depressão se torna severa, a pessoa pode precisar de uma internação hospitalar, ou pode precisar de participar num programa de tratamento ambulatorial até que os seus sintomas melhorem.
Atendendo a que existe muita informação relativa à forma de tratar e reverter os efeitos provocados pela depressão, promovemos um artigo específico sobre esta matéria, que tem como nome Tratamento para depressão.
Este artigo tem vários subtópicos como:
  • Medicamentos para depressão
  • Encontrar a medicação certa
  • Riscos de interrupção abrupta da medicação
  • Antidepressivos e gravidez
  • Antidepressivos e aumento do risco de suicídio
  • Psicoterapia para depressão
  • Tratamento hospitalar e residencial
  • Outras opções de tratamento para depressão
  • Enfrentamento para pessoas com depressão

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