sábado, 4 de fevereiro de 2017

Espermatozóide é uma célula reprodutora masculina

Espermatozóide o que é para que
Espermatozóide é uma célula reprodutora masculina, produzida pela maior parte dos animais. Com a exceção de vermes nematóides, decápodes (por exemplo, lagostas), diplópodos (por exemplo, milípedes) e ácaros, os espermatozóides têm uma cauda como um chicote. Nos vertebrados superiores, especialmente mamíferos, os espermatozóides são produzidos nos testículos. O esperma une-se (fertiliza) a um óvulo (ovo) da fêmea para produzir uma nova geração. Espermatozóides maduros têm duas partes distintas, uma cabeça e uma cauda.
A célula de esperma tenta penetrar um ovo (óvulo) para fertilizá-lo.

Cabeça do espermatozóide

A cabeça do espermatozóide varia em forma em cada espécie animal. Nos seres humanos é achatada e tem a forma de uma amêndoa, tendo entre quatro a cinco micrômetros de comprimento e dois a três micrômetros de largura (existem cerca de 10.000 micrómetros num centimetros). A parte da cabeça é principalmente um núcleo da célula, sendo constituída por substâncias genéticas, chamadas cromossomos, que são responsáveis pela transmissão de características específicas de um indivíduo, tais como a cor dos olhos, cabelo e pele. Em cada célula do corpo de seres humanos saudáveis, existem 46 cromossomas, que são responsáveis pela constituição física geral do indivíduo. As células de esperma têm apenas 23 cromossomas, ou metade do número habitual. Quando uma célula de esperma se une com o óvulo, que também tem 23 cromossomas, os 46 cromossomos resultantes determinam as características da prole. As células de esperma também carregam o cromossomo X ou Y que determina o sexo da futura criança.
A cobertura do espermatozóide é um tampão conhecido como acrossoma, que contém enzimas que ajudam o esperma a entrar num óvulo. Apenas um espermatozóide fertiliza cada óvulo, apesar de 300.000.000 a 400.000.000 espermatozóides estarem contidos numa ejaculação média. Cada óvulo e espermatozóide produzido tem informação genética ligeiramente diferente da existente nos cromossomos, o que explica as diferenças e semelhanças entre as crianças dos mesmos pais.

Corpo e cauda do espermatzóide

Uma pequena porção média do esperma contém as mitocôndrias. A cauda do espermatozoide é por vezes chamada de flagelo, sendo um feixe fino (tipo cabelo) de filamentos que se conectam à cabeça e porção média do espermatozóide. A cauda tem cerca de 50 micrômetros de comprimento, tendo uma espessura de um micrómetro perto das mitocôndrias, que gradualmente diminui desde o meio até à extremidade da cauda. A cauda dá o movimento à célula de esperma. Esta chicoteia e ondula de modo a que a célula possa viajar para o óvulo. Após a deposição do espermatozoide no trato reprodutor feminino, o movimento da cauda é suprimido até que o espermatozóide é transportado para dentro de uma distância relativamente curta do óvulo. Isto dá ao espermatozóide uma chance maior de alcançar o óvulo antes de esgotar as suas fontes de energia.
A ativação dos movimentos da cauda faz parte do processo de capacitação, em que o espermatozóide é submetido a uma série de alterações celulares que permitem a sua participação na fertilização. Uma mudança fundamental que ocorre durante a capacitação é a alcalinização do citoplasma de esperma, em que os níveis de pH intracelulares aumentam, particularmente no flagelo. Este processo, que é accionado pelo movimento rápido de protões para fora da célula, através de canais iónicos no flagelo (subjacente a ativação da cauda). Canais de protões sobre flagelos estão preparados para abrir quando presentes no trato reprodutivo feminino, para uma substância conhecida como a anandamida, que se pensa ocorrer em concentrações elevadas perto do óvulo. Ao atingir um óvulo, as enzimas contidas no acrossoma dos espermatozóides são ativadas, permitindo que o esperma possa atravessar a espessa camada em torno do óvulo (a zona pelúcida). Este processo é conhecido como reação do acrossoma. A membrana da célula de espermatozóide, em seguida, funde-se ao óvulo, e o núcleo de esperma é transportado para dentro do óvulo.

Espermatozóides depositados no trato reprodutor da fêmea e que não atingem o óvulo acabam por morrer. As células de esperma podem viver no corpo humano por dois ou três dias após o acasalamento. O espermatozóide também pode ser armazenado num estado congelado durante meses ou anos e ainda reter a sua capacidade para fertilizar óvulos quando descongelados.


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