terça-feira, 24 de outubro de 2017

Histerectomia: O que é, para que serve

Histerectomia para que serve como preparar como se faz riscos
A histerectomia é uma cirurgia que permite remover o útero de uma mulher. Uma mulher poderá ser sujeita a uma histerectomia por diferentes motivos, incluindo:
  • Miomas uterinos que causam dor, sangramento ou outros problemas
  • Prolapso uterino, que é um deslizamento do útero da sua posição normal, no canal vaginal
  • Câncer de útero, colo do útero ou ovários
  • Endometriose
  • Sangramento vaginal anormal
  • Dor pélvica crônica
  • Adenomiose ou um espessamento do útero
Uma histerectomia por motivos não cancerosos, geralmente, somente será considerada após todas as outras abordagens de tratamento terem sido tentadas, sem sucesso.

Tipos de histerectomia

Dependendo da razão para a realização da histerectomia, um cirurgião pode escolher remover a totalidade ou apenas uma parte do útero. Os pacientes e os prestadores de cuidados de saúde, por vezes, usam estes termos de forma inexata, porque é importante esclarecer se será removido o colo do útero ou os ovários:
  • Numa histerectomia supracervial ou subtotal, um cirurgião remove apenas a parte superior do útero, mantendo o colo do útero no lugar.
  • A histerectomia total remove todo o útero e colo do útero.
  • Numa histerectomia radical, um cirurgião remove todo o útero, o tecido sobre os lados do útero, o colo do útero, e a parte superior da vagina. Geralmente, a histerectomia radical somente é efetuada quando o câncer está presente.
  • Os ovários também podem ser removidos (um procedimento chamado oforectomia) ou podem ser deixados no lugar.

Técnicas cirúrgicas para Histerectomia

Os cirurgiões usam diferentes abordagens para uma histerectomia, dependendo da experiência do cirurgião, da razão para a histerectomia e da saúde geral da paciente. A técnica de histerectomia irá ser determinada, em parte, tendo em conta o tempo de cura e o tipo de cicatriz, se houver, que permanece após a operação.
Existem duas abordagens para a cirurgia, uma cirurgia tradicional ou aberta e cirurgia que utiliza um procedimento minimamente invasivo.

Histerectomia através de cirurgia aberta

Uma histerectomia abdominal é uma cirurgia aberta. Esta é a abordagem mais comum para uma histerectomia, representando a maior parte de todos os procedimentos.
Para realizar uma histerectomia abdominal, um cirurgião faz uma incisão de cerca de 12 a 17 cm, de cima para baixo ou de lado-a-lado, em toda a barriga. Em seguida, o cirurgião remove o útero através dessa incisão.
Em média, uma mulher permanece mais de três dias no hospital, após uma histerectomia abdominal. Após a cura, existirá uma cicatriz visível no local da incisão.


Histerectomia por procedimento minimamente invasivo

Existem várias abordagens que podem ser usadas para uma histerectomia deste tipo. Estas incluem:
  • A via vaginal. O cirurgião faz um corte na vagina e remove o útero através dessa incisão. A incisão será posteriormente fechada, não deixando nenhuma cicatriz visível.
  • Histerectomia laparoscópica: Esta cirurgia é feita com recurso a um laparoscópio, que é um tubo com uma câmara iluminada, e com instrumentos cirúrgicos que são inseridos através de várias pequenas incisões feitas na barriga ou, no caso de um procedimento laparoscópico local único, um pequeno corte será feito no umbigo. O cirurgião realiza a histerectomia visualizando o procedimento através de uma tela de vídeo.
  • Histerectomia assistida por laparoscopia vaginal. Usando instrumentos cirúrgicos laparoscópicos, um cirurgião remove o útero através de uma incisão na vagina.
  • Histerectomia assistida por robô laparoscópico. Este procedimento é semelhante a uma histerectomia laparoscópica, em que o cirurgião controla um sofisticado sistema robótico de instrumentos cirúrgicos a partir do exterior do corpo. A tecnologia avançada permite que o cirurgião utilize movimentos de pulso naturais e visualize a histerectomia sobre uma tela tridimensional.
Usar um procedimento minimamente invasivo para remover o útero oferece um número de vantagens quando comparado com a cirurgia aberta mais tradicional, usada para uma histerectomia abdominal. Em geral, um procedimento minimamente invasivo permite uma recuperação mais rápida, menor tempo de internação, menos dor e cicatrizes, e uma chance menor de infecção, quando comparado com uma histerectomia abdominal.
Com um procedimento minimamente invasivo, geralmente, as mulheres são capazes de retomar a sua atividade normal dentro de uma média de três a quatro semanas, em comparação com quatro a seis semanas para os casos de uma histerectomia abdominal. Os custos associados a um procedimento minimamente invasivo são consideravelmente mais baixos do que os custos associados com a cirurgia aberta, dependendo dos instrumentos utilizados e do tempo gasto na sala de cirurgia. No entanto, procedimentos robóticos, podem ser muito mais caros. Também existe um menor risco de hérnia incisional associado a um procedimento minimamente invasivo.
Nem todas as mulheres são boas candidatas para um procedimento minimamente invasivo. A presença de tecido cicatricial de cirurgias anteriores, obesidade e estado de saúde podem afetar ou não a adequabilidade de um procedimento minimamente invasivo. Você deve conversar com o seu médico sobre a melhor abordagem para o seu caso em concreto.


Riscos associados a histerectomia

A histerectomia é uma cirurgia de baixo risco. A maioria das mulheres que se submetem à histerectomia não têm problemas graves ou complicações devido à cirurgia. No entanto, como em qualquer cirurgia, a histerectomia pode resultar em complicações para uma pequena minoria de mulheres. Essas complicações incluem:
  • Incontinência urinária
  • Prolapso vaginal (parte da vagina que sai do corpo)
  • Formação de fístula (uma conexão anormal que se forma entre a vagina e bexiga)
  • Dor crônica
Outros riscos de histerectomia incluem infecções de feridas, coágulos sanguíneos, hemorragia e lesão de órgãos adjacentes, embora estes sejam incomuns.


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