terça-feira, 25 de julho de 2017

Transtorno de conversão

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Um transtorno de conversão é um transtorno mental relativamente incomum em que uma pessoa tem sintomas físicos que nenhuma condição médica motiva e que nenhum exame físico ou teste podem explicar. A pessoa não está "fingindo". Os sintomas não parecem estar sob controle consciente da pessoa e podem causar sofrimento significativo. Exemplos de sintomas são a perda do controle muscular, cegueira, surdez, convulsões ou até mesmo aparente inconsciência.


Causas de transtorno de conversão

O termo "conversão" vem da idéia de que o sofrimento psicológico está sendo convertido num sintoma físico. A causa não é conhecida.
A teoria de longa data tem sido a de que uma pessoa com este tipo de transtorno deve bloquear a fonte do sofrimento (seja ela um conflito ou estresse) porque se torna inaceitável para a pessoa permanecer consciente disso. Contudo, existe pouca evidência formal para apoiar esta teoria.
Muitas vezes, os sintomas desta doença envolvem o controle muscular, mas, normalmente não existem anormalidades nos sistemas motores do cérebro ou de outros nervos por todo o corpo. No entanto, os pacientes parecem experimentar uma perda de controle motor. A pesquisa sugere que alguns destes indivíduos têm anormalidades em partes do cérebro que registam e regulam a emoção.
Transtorno de conversão é mais comum em mulheres do que em homens, ocorrendo com maior frequência entre a adolescência e a meia-idade. Apesar de ser relativamente rara na população em geral, este tipo de transtorno pode ser encontrado em até 14% dos pacientes em hospitais gerais.
Uma percentagem significativa de pessoas com o transtorno tem um outro problema psiquiátrico, como ansiedade generalizada, transtorno obsessivo-compulsivo ou alguma forma de depressão. Também poderá ter ocorrido um esforço recente ou trauma. Pessoas com este transtorno também relatam uma média de frequência mais elevada de abuso emocional ou físico durante a infância.

Sintomas de transtorno de conversão

Os transtornos de conversão são caraterizados por um ou mais sintomas que sugerem uma condição neurológica. Exemplos incluem:
  • Má coordenação ou equilíbrio
  • Paralisia ou fraqueza
  • Dificuldade em falar ou engolir
  • Retenção de urina
  • Perda de sentido de toque ou dor
  • Cegueira ou outros sintomas visuais
  • Surdez
  • Convulsões
Fatores psicológicos, tais como o estresse ou conflito, estão associados com o aparecimento dos sintomas físicos.


Quando consultar um médico

A pessoa deve ser avaliada logo que os sintomas físicos surgirem. Se a pessoa for indiferente aos sintomas, um membro da família ou um amigo solidário poderão precisar de orientar a pessoa para a procura de tratamento.

Diagnóstico para transtorno de conversão

Normalmente, um médico ou um profissional de saúde mental faz um diagnóstico de transtorno de conversão com base no histórico de saúde da pessoa e num exame neurológico. Nos casos mais óbvios, o neurologista faz este diagnóstico quando os sintomas físicos não fazem parte de qualquer doença conhecida do sistema nervoso. Por vezes, testes adicionais podem esclarecer o diagnóstico. Estes testes podem incluir um eletroencefalograma, que mede a atividade elétrica no cérebro, ou um eletromiograma, que mede quão bem os impulsos nervosos estão sendo conduzidos através do tecido muscular.
O médico também pode tentar determinar se qualquer estresse ou conflito está na raiz dos sintomas, ou se existem sintomas de um outro problema de saúde mental, tais como um transtorno de humor ou um transtorno de personalidade.

Tratamento para transtorno de conversão

Não existe um tratamento especifico que por si só que permita o tratamento deste tipo de transtorno. Um médico pode ser solidário e tranquilizador e irá ajustar os objetivos do tratamento para a situação específica. A maioria dos médicos irá explicar os limites do exame físico e dos testes para identificar as causas dos sintomas. Eles tentarão evitar o confronto com o indivíduo para a ideia de que os sintomas são "falsos", porque os sintomas são geralmente angustiantes e ficam fora do controle da pessoa. É importante evitar exames médicos demasiado intrusivos e desconfortáveis, enquanto se continua a monitorar os sintomas.
Por vezes, os sintomas podem desaparecer por conta própria após o estresse ou conflito serem reduzidos, ou após a família ou comunidade responderem com uma demonstração de preocupação e apoio.
Se os sintomas não melhorarem de forma relativamente rápida, poderá ser necessária uma reabilitação mais vigorosa. A terapia física ou ocupacional podem ser úteis.
Psicoterapia pode proporcionar alívio, apesar de não haver evidência de que um determinado tipo de terapia seja mais eficaz do que outro. Muitos terapeutas incidirão no incentivo e motivação, com o objetivo de melhorar o seu funcionamento. Por exemplo, a pessoa pode estar em conflito sobre sair de casa, começar um novo emprego ou ter um primeiro filho. Na psicoterapia, a pessoa pode aprender a lidar com o conflito ou ser-lhe retirada a fonte de perigo. Em ambos os casos, os sintomas físicos podem parar.
Tal como acontece com a psicoterapia, não existe nenhuma medicação única que seja melhor para esta desordem. A medicação pode ser útil para o tratamento de um problema subjacente, como a ansiedade ou depressão.


Prognóstico para transtorno de conversão

As perspetivas para o este tipo de transtorno varia e dependem da natureza do estresse e dos seus sintomas.
A maioria dos sintomas do transtorno de conversão duram um tempo relativamente curto. O aparecimento da doença pode indicar que a pessoa tem um problema persistente para lidar com o estresse e conflito, mas também pode ocorrer devido à presença de outro problema de saúde mental, que possa necessitar de tratamento contínuo.

Um comentário:
Patrícia Dinuci disse...

Olá gente a crise conversiva e muito pouco falado quase ninguém conhece e o comentário aqui está muito bom a minha filha de 7 anos tem e é sofredor só deus sabe o que eu passo com ela dissem que não tem cura mais para deus tudo pode acontecer

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