quinta-feira, 6 de julho de 2017

Histeria - Causas, sintomas e tratamento

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A histeria é um transtorno mental que surge a partir de intensa ansiedade. O paciente perde o controle sobre os seus atos e emoções e geralmente ocorrem convulsões repentinas de inconsciência com explosões emocionais.
Muitas vezes, esta condição ocorre devido a conflitos reprimidos dentro da pessoa. Embora a doença possa ocorrer em ambos os sexos, ela é mais comum em mulheres jovens com idade entre os catorze a vinte e cinco anos de idade. A histeria é incomum após a idade de quarenta e cinco anos.
A histeria é uma doença antiga. A palavra histeria é derivada da palavra grega hystron, que significa útero. Osler, um psiquiatra famoso define a histeria como "uma doença principalmente de mulheres jovens, em que os estados emocionais controlam o corpo, levando a perversão mental, motora e sensorial de funções secretoras".
O termo "histeria" tem sido usado por mais de 2.000 anos e a sua definição tornou-se mais ampla e difusa ao longo do tempo. Na psicologia e psiquiatria moderna, a histeria é uma característica dos distúrbios histéricos, em que um paciente experimenta sintomas físicos que têm uma base psicológica, ao invés de uma causa orgânica, e transtorno de personalidade histriônica caracterizado por emoções excessivas, dramáticas e comportamento em busca de atenção.

Distúrbios histéricos

Pacientes com distúrbios histéricos, como conversão e transtorno de somatização apresentam sintomas físicos que não têm nenhuma causa orgânica. Transtorno de conversão afeta as funções motoras e sensoriais, enquanto que a somatização afeta os sistemas gastrointestinal, nervoso, cardiopulmonar ou reprodutivo. Estes pacientes não estão "falsificando" as suas doenças, já que os sintomas são muito reais para eles. Geralmente, transtornos com características histéricas começam na adolescência ou início da idade adulta.

Sintomas de histeria

Normalmente, uma personalidade histérica exibe sintomas como comportamento sedutor, alto nível de dependência emocional, amizades platônicas, intolerância, frustração, caprichos e irritabilidade.
Durante as crises, a pessoa torna-se hiper-emocional e exibe sentimentos exagerados com períodos de crises de choro e birras marcadas com sintomas como:
  • Aumento da constrição abdominal
  • Severas cãibras e sensação de peso nos membros
  • Taquicardia
  • Sensação de sufoco e dor de cabeça
  • Dentes cerrados
  • Inchaço do pescoço
  • Sensação de corpo estranho alojado na garganta
  • Riso ou choro sem motivo
Em casos graves, os sintomas podem incluir gritos selvagens e dolorosos, pescoço extremamente inchado, perda incompleta de consciência, movimentos violentos, batimentos cardíacos e convulsões violentas e tumultuosas.
Geralmente, o paciente com histeria tem uma força de vontade fraca, ânsia de amor e simpatia, e tem uma tendência para a instabilidade emocional. Transes de histeria podem durar dias ou semanas. Um paciente em transe pode parecer estar num sono profundo, mas geralmente, os músculos não se encontram relaxados.


Causas de histeria

A principal causa da histeria é a ociosidade, a repressão sexual e os hábitos pervertidos de pensamento. A hereditariedade também pode ser uma causa para a histeria. Um fundo familiar nervoso e formação emocional com defeitos na educação da criança também são algumas causas. Medo, preocupação, depressão, tensão mental, traumatismos e doenças prolongadas podem causar situações emocionais.
Histeria também pode ser causada por algumas situações como a morte de alguém ou perda de amor.
Histeria pode ser um mecanismo de defesa para evitar emoções dolorosas, de modo inconsciente. Pode haver uma função simbólica para isso, como por exemplo no caso de uma vítima de estupro que pode desenvolver pernas paralisadas. Os sintomas podem imitar uma série de distúrbios físicos e neurológicos que devem ser excluídos antes de um diagnóstico de histeria.


Causas e sintomas de transtorno de personalidade histriônica

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, quarta edição (DSM-IV), os indivíduos com personalidade histriônica possuem pelo menos cinco dos seguintes sintomas ou características de personalidade:
  • Necessidade de ser o centro das atenções
  • Um comportamento inadequado, sexualmente sedutor ou provocativo ao interagir com os outros
  • Mudança rápida de emoções e expressão superficial de emoções
  • Discurso vago e impressionista (dá opiniões sem quaisquer detalhes de suporte)
  • Facilmente influenciados por outros
  • Acreditam que os relacionamentos são mais íntimos do que realmente são

Diagnóstico de histeria

Muitas vezes, os distúrbios histéricos podem revelar-se como desordens médicas ou neurológicas reais, pelo que se torna importante descartar esses transtornos antes de diagnosticar um paciente com distúrbios histéricos. Além de uma entrevista ao paciente, vários inventários clínicos podem ser utilizados para avaliar o paciente para tendências histéricas. Estes testes podem ser administrados em ambiente ambulatorial ou hospitalar por um psiquiatra ou psicólogo.

Tratamento de histeria

Para pessoas com distúrbios histéricos, um ambiente de apoio de saúde torna-se essencial. Consultas regulares com um médico que reconheça o desconforto físico do paciente são importantes. A psicoterapia pode ser tentada para ajudar o paciente a ter uma visão sobre a causa da sua aflição. O uso de terapia comportamental pode ajudar a evitar o reforço dos sintomas.


Tratamento de transtorno de personalidade histriônica

Geralmente, a psicoterapia é o tratamento de escolha para o transtorno de personalidade histriônica, e este centra-se no apoio ao paciente e na ajuda para desenvolver as habilidades necessárias para criar relacionamentos significativos com os outros.


Prognóstico para histeria

O resultado de distúrbios histéricos varia por tipo. Somatização é tipicamente uma doença que se mantêm ao longo da vida, enquanto que o distúrbio de conversão pode durar meses ou anos. Os sintomas de distúrbios histéricos podem desaparecer de repente, podendo reaparecer noutra forma mais tarde.
Indivíduos com transtorno de personalidade histriônica podem apresentar um risco maior de gestos, tentativas ou ameaças suicidas num esforço para ganhar atenção. Proporcionar um ambiente de apoio para pacientes com ambos, transtornos histéricos e transtorno de personalidade histriônica, torna-se fundamental para ajudar estes pacientes.

Um comentário:
Renan Lacerda - Psicanalista e Psicólogo Clínico disse...

"A principal causa da histeria é a ociosidade, a repressão sexual e os hábitos pervertidos de pensamento". Que hábitos seriam esses? Não é o pensamento que gera a histeria. A cauda está justamente no não pensado... Isso é o que dá tentar explicar a histeria desconsiderando as hipóteses inconscientes...

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