segunda-feira, 24 de abril de 2017

Dor - Causas, sintomas e tratamento

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Uma pessoa tem recetores de dor por todo o corpo. Estes recetores enviam mensagens elétricas através da medula espinhal para o cérebro. Uma pessoa só se torna consciente da dor após o cérebro receber e interpretar estas mensagens elétricas. Nalguns casos, tais como quando se toca um fogão quente, o corpo pode entrar em ação defensiva antes mesmo de o cérebro saber o que está a acontecer. Isto pode acontecer porque as mensagens de dor que chegam à medula espinhal podem causar uma resposta reflexiva automática, tornando os músculos (próximos da fonte motivadora de dor) alertas para fugir da dor.
Os recetores de dor e as vias nervosas diferem em todo o corpo. Assim, a sensação de dor também é diferente, dependendo de onde vem a mensagem e de como ela viaja. Por vezes, a sua fonte é difícil de localizar. Algumas pessoas sentem a dor de um ataque cardíaco no pescoço ou queixo. As pessoas também diferem na sua capacidade de tolerar a dor e na forma como respondem à medicação para o seu alívio ou tratamento.


Tipos de dor

A dor é classificada em dois tipos:
  • Dor aguda, que geralmente tem uma fonte clara, e que começa de repente e não dura muito tempo, mas que pode aumentar a frequência cardíaca e respiratória e aumentar a pressão arterial. Geralmente, a dor aguda torna-se útil, sendo um claro sinal de perigo. Exemplos incluem tocar uma superfície quente ou cortar um dedo da mão.
  • Dor crônica, que geralmente dura um mês ou mais, podendo durar anos e aparecer e desaparecer ou permanecer constante. Esta dor pode perturbar os padrões de sono, causar diminuição do apetite e depressão. Muitas vezes tem pouco ou nenhum efeito sobre as taxas de pressão arterial, cardíaca ou respiratória. A dor crônica pode sobreviver à sua utilidade; já que a mensagem foi enviada e recebida, mas continua a ser enviada uma e outra vez. Exemplos incluem artrite, câncer e lesões nas costas.

Sintomas de dor

A dor é um sintoma. A dor aguda tem muitas vezes uma fonte clara. A dor crônica é mais persistente, com duração de meses ou anos, e pode ou não ter uma fonte óbvia.


Quando consultar um médico

Dor significa que algum tipo de problema existe. E apesar de pessoas diferentes tolerarem diferentes graus de dor, nunca se deve ignorar a dor. Consulte um médico se não conseguir determinar o motivo da sua dor, se esta persistir ou se não responder adequadamente a um tratamento simples.

Diagnóstico da dor

Geralmente, para se diagnosticar a causa da dor, os médicos tentam determinar a sua intensidade e o que a está a causar. O diagnóstico pode ser um desafio. Num teste de laboratório pode provar-se que existe dor, mas descrever por palavras a dor pode ser difícil. Além disso, cada pessoa experimenta a dor de forma diferente.

O seu médico pode fazer-lhe perguntas sobre a história da sua dor. Ele pode pedir-lhe para a descrever a usando uma escala, tal como 0 (sem dor) a 10 (dor insuportável), ou utilizar outras escalas e medições. Depois do médico determinar se a sua dor é aguda ou crônica e depois de descobrir a sua fonte, ele poderá determinar a melhor forma de a tratar. No entanto, muitas vezes, os médicos começam o tratamento antes de identificar a causa.

Tratamento para a dor

Provavelmente, o seu médico irá tratar a sua dor enquanto tenta descobrir a sua causa. Muitos medicamentos poderão tornar-se úteis, apesar de quão bem eles trabalham depender do paciente e da natureza do problema.
Analgésicos são os medicamentos mais comuns. Paracetamol (Tylenol e outras marcas) interfere com as mensagens de dor. Aspirina e ibuprofeno (Advil, Motrin e outros) funcionam de duas formas, nomeadamente ao interferir com as mensagens de dor, e ao reduzir a inflamação, inchaço e irritação que pode piorar a dor.
Analgésicos narcóticos, como a morfina e a codeína, são os mais poderosos tratamentos para a dor. Geralmente, estes medicamentos são reservados para a dor mais intensa, mas podem causar efeitos secundários graves, podendo tornar-se viciantes e muitas vezes causam constipação.
Outras drogas, tais como anestésicos, antidepressivos, anticonvulsivos e corticosteróides podem trabalhar contra certos tipos de dor.
Por vezes, os medicamentos são injetados diretamente na região da dor ou perto de um nervo para interromper o sinal de dor.
Para além de medicamentos, outros tratamentos podem incluir:
  • Acupuntura
  • Massagem
  • Relaxamento
  • Psicoterapia
  • Estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS), que utiliza impulsos elétricos para estimular as terminações nervosas no local da dor ou perto dele
Tratamentos que não recorrem a medicamentos podem ser especialmente úteis para as pessoas com dor crônica. Nalguns casos, estes tratamentos podem estimular analgésicos naturais, chamados endorfinas, que são criados dentro do corpo. Noutros casos, estes tratamentos trabalham diretamente sobre os nervos para interferir com as mensagens de dor. Por vezes, não se torna evidente o motivo pelo qual o problema desaparece.


Duração da dor

O tempo durante o qual se manterá a dor depende da sua origem e gravidade.


Prognóstico para a dor

Para as pessoas com dor aguda, a perspetiva é geralmente boa. Muitos medicamentos são eficazes no seu alívio. Quando a causa é removida, a dor diminui.
Pessoas com dor crônica podem ter um tempo mais difícil. As fontes do problema podem ser difíceis de encontrar e difíceis de tratar, e a dor pode continuar mesmo depois das suas causas serem abordadas. A dor crônica pode causar complicações, tais como distúrbios do sono, perda de apetite e depressão. Os médicos ainda estão a aprender mais sobre as causas e tratamento da dor crônica, mas quem sofre de dor crônica pode precisar de aprender a lidar com ela por um longo período de tempo. Mudanças de estilo de vida e tratamentos que não sejam promovidos apenas à base de medicamentos, podem ter de fazer parte da vida diária.


Prevenção de dor

Tentar evitar a dor antes que aconteça pode ser perigoso. A dor aguda é uma mensagem importante, que é essencial para a sobrevivência. Algumas pessoas nascem com uma doença rara (analgesia congênita) e não sentem dor. Estas pessoas vivem em grande perigo porque faltam sinais de alerta, que podem significar a diferença entre a vida e a morte.
Uma vez que a causa da dor é diagnosticada, pode ser possível evitar que ela volte. Por exemplo, uma pessoa diagnosticada com uma úlcera de estômago pode tomar medicamentos para curar a úlcera e impedir a continuação da dor.

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