sábado, 4 de fevereiro de 2017

Fotofobia

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Fotofobia ou sensibilidade à luz é uma intolerância à luz. Fontes, tais como a luz solar, luz fluorescente e incandescente podem causar desconforto, juntamente com a necessidade de apertar ou fechar os olhos. Dores de cabeça também podem acompanhar a sensibilidade à luz.
Pessoas sensíveis à luz, por vezes, sentem-se incomodadas apenas pela luz brilhante. No entanto, em casos extremos, qualquer luz pode ser irritante.

Existem muitas razões pelas quais alguém pode sofrer de fotofobia. Fotofobia não é uma doença ou distúrbio em si, mas antes um sintoma de muitas doenças, distúrbios e condições diferentes.
Por exemplo, uma infecção ou inflamação que irrita os olhos pode causar fotofobia. Esta pode ser um sintoma de uma doença subjacente tais como uma doença viral, mas também pode ser causada por uma forte dor de cabeça ou enxaqueca.
Quando a córnea fica comprometida ou estressada por qualquer motivo, ela responde naturalmente através da inflamação. Assim como uma picada de abelha provoca dor, inchaço e sensibilidade, uma resposta inflamatória similar ocorre quando estresse é colocado sobre a córnea. Durante esta resposta o fluido acumula-se no interior da córnea, fazendo com que a luz se espalhe anormalmente, o que leva a fotofobia extrema. Sensibilidade à luz causada por infecções ou inflamações, geralmente desaparece assim que o problema subjacente for tratado.
A cor dos olhos de uma pessoa também pode influenciar a sua sensibilidade à luz. Pessoas com olhos de cores mais leves ou claras experimentam uma maior sensibilidade à luz do que pessoas com olhos de cores mais escuras. O pigmento extra nos olhos de cores mais escuras protege contra a luz forte e brilhante da luz solar.
Algumas pessoas nascem com grandes pupilas. A pupila é o centro preto de cada olho, que permite a entrada de luz. Na realidade, a pupila representa a janela do olho. Uma cozinha com grandes janelas vai deixar entrar mais luz natural do que uma cozinha com janelas pequenas.
O mesmo se aplica ao tamanho das pupilas. A pupila de cada pessoa tem um tamanho diferente. Algumas pessoas experimentam mais sensibilidade do que outras, devido a pupilas maiores.
Por vezes, fotofobia acompanha problemas e condições como defeitos de visão de cores, conjuntivite, ceratite, irite, botulismo e outras. As causas mais comuns incluem:
  • Abrasões da córnea
  • Uveíte
  • Olhos secos
  • Irritações de lentes de contato
  • Queimadura de sol
  • Medicamentos
  • Descolamento de retina
  • Cirurgia refrativa
Existem vários medicamentos comuns que provocam fotofobia como um efeito colateral possível, incluindo:
  • Quinina
  • Beladona
  • Tetraciclina
  • Doxiciclina
  • Atropina
  • Anfetaminas
  • Cocaína
  • Fenilefrina
  • Scopolomine
  • Idoxuridina
  • Trifluridina
  • Vidarabina
  • Tropicamida
  • Colírios usados para dilatar propositadamente os olhos

Causas de fotofobia

Fotofobia não é uma doença ocular, mas um sintoma de muitas doenças, tais como infecção ou inflamação que podem irritar os olhos.
Fotofobia também pode ser um sintoma de doenças subjacentes que não afetam diretamente os olhos, tais como doenças causadas por vírus, fortes dores de cabeça ou enxaqueca.
Outras causas comuns de fotofobia incluem abrasão da córnea, uveíte e um distúrbio do sistema nervoso central, tais como meningite. A fotofobia também está associada com um descolamento de retina, irritações devidas a lentes de contato, queimaduras solares e cirurgia refrativa.
Geralmente, fotofobia acompanha albinismo (falta de pigmentação dos olhos), deficiência de cor total (ver apenas em tons de cinza), botulismo, raiva, intoxicação por mercúrio, conjuntivite, ceratite e irite.
Certas doenças raras, como a desordem genética ceratose folicular decalvante spinulosa, são relatadas como sendo possíveis causadoras de fotofobia. Alguns medicamentos também podem causar sensibilidade à luz como um efeito colateral, incluindo beladona, furosemida, quinina, tetraciclina e doxiciclina.

Sintomas que acompanham fotofobia

Existem alguns sintomas óbvios de fotofobia, nomeadamente:
  • Desconforto
  • Precisar de fechar os olhos
  • Algum estrabismo
  • Queimação
  • Lacrimejamento excessivo
Nalguns casos, o único sintoma pode ser a própria sensibilidade à luz. Algumas pessoas relatam sensibilidade que surge de repente, sem aviso, apesar dos olhos permanecerem normais durante um dia e sensíveis no dia seguinte. Cada indivíduo é único e experimenta sintomas diferentes.
Mais uma vez, a natureza e a gravidade dos sintomas dependem da causa subjacente. Algumas pessoas irão sofrer de outros sintomas, dependendo da condição ou doença que esteja a provocar a sensibilidade à luz.

Diagnóstico para fotofobia

O médico irá realizar um exame físico, incluindo um exame da vista. Você pode ter de responder a alguma perguntas como:
  • Quando começou a notar a sensibilidade à luz?
  • Tem dores o tempo todo ou apenas algumas vezes?
  • Qual a intensidade da dor?
  • Você precisa de usar óculos escuros ou permanecer em quartos escuros?
  • Será que um médico dilatou as suas pupilas recentemente?
  • Você já tentou todo o tipo de colírios?
  • Você usa lentes de contato?
  • Você já usou sabonetes, loções, cosméticos ou outros produtos químicos em torno dos seus olhos?
  • Você tem estado exposto a poeira, vento, sol, pólen ou produtos químicos?
  • Alguma coisa melhora ou piora a sensibilidade?
  • Você foi ferido?
  • Que medicamentos você toma?
  • Que outros sintomas você tem?

Informe o seu médico se tiver algum destes sintomas:



Tratamento de fotofobia

O melhor tratamento para a fotofobia é tratar a causa subjacente. Uma vez que o fator desencadeante seja tratado, em muitos casos a fotofobia desaparece.
Se estiver a tomar um medicamento que motive sensibilidade à luz, fale com o seu médico sobre a possibilidade de interrupção ou substituição do medicamento.
Se você for naturalmente sensível à luz, evite a luz solar brilhante e outras fontes de iluminação adversas. Use chapéus de abas largas e óculos de sol com proteção ultravioleta (UV).
As lentes fotossensíveis são uma outra solução para a sensibilidade ao sol suave. Estas lentes escurecem automaticamente ao ar livre e bloqueiam 100 por cento dos raios UV do sol.
Para luz solar intensa, considere óculos polarizados. Estas lentes solares oferecem proteção extra contra reflexões causadas por reflexo de luz na água, areia, neve, estradas de concreto e outras superfícies refletoras.
Num caso extremo, você pode considerar o uso de lentes de contato protéticas que são especialmente coloridas para se parecer com os seus próprios olhos. As lentes de contato protéticas podem reduzir a quantidade de luz que entra no olho motivando um maior conforto para os seus olhos.


Prevenção de fotofobia

Quando uma pessoa tem grandes pupilas, a fotofobia não pode ser evitada. No entanto, mesmo neste tipos de situações, existem passos que você pode tomar para reduzir a sua sensibilidade à luz. Aqui estão algumas dicas de prevenção para fotofobia:
  • Use óculos de sol com lentes polarizadas quando estiver ao ar livre, mesmo na sombra.
  • Tome vitaminas e coma alimentos que contenham antioxidantes. Por vezes, a sensibilidade à luz é um sinal de deficiência de vitamina A.
  • Deixe entrar o máximo de luz natural possível em ambientes interiores.
  • Escureça ou desligue as luzes interiores e feche as cortinas nas janelas, se entrar demasiada luz.
  • Obtenha tratamento para qualquer doença subjacente que possa ter, tais como olhos secos ou conjuntivite.
  • Use chapéus de abas largas quando estiver ao ar livre.
  • Feche os olhos por um tempo.
  • Se a dor do olho for grave, consulte o seu médico para determinar a causa da sensibilidade à luz. O tratamento adequado pode curar o problema. Procure atendimento médico urgente se a dor for moderada a grave, mesmo em condições de pouca luz.

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