segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Convulsão - Diagnóstico e tratamento de convulsão

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A convulsão é uma mudança brusca na atividade elétrica normal do cérebro. Durante um ataque, as células do cérebro funcionam de forma incontrolável podendo atingir até quatro vezes a sua taxa normal, afetando temporariamente a forma como uma pessoa se comporta, se move, pensa ou sente.

Causas de convulsão

Muitas condições podem afetar o cérebro e desencadear uma convulsão, incluindo:
  • Lesão cerebral, antes ou depois do nascimento
  • Infecções, especialmente a meningite e encefalite
  • Comer ou beber substâncias tóxicas
  • Problemas metabólicos
  • Febre alta (em crianças)
  • Doenças genéticas, incluindo a esclerose tuberosa
  • Anormalidades estruturais nos vasos sanguíneos do cérebro
Convulsões são comuns. Uma pessoa pode ter apenas uma convulsão sem que exista uma posterior recorrência. A epilepsia é uma condição em que as convulsões continuam a recorrer.

Sintomas de convulsão

Crises generalizadas

Os diferentes tipos de crises generalizadas primárias causam sintomas diferentes, nomeadamente:
  • Crise generalizada tônico-clônica (também chamada de grande mal de convulsão). Neste tipo de ataque, a pessoa geralmente perde a consciência e cai no chão. Todos os músculos do corpo podem reduzir-se a uma contração sustentada, mas também podem contrair através de uma série de contrações rítmicas mais curtas, ou ambas. Alguns pacientes também perdem o controle do intestino ou bexiga. Normalmente, o episódio de convulsão dura menos de um minuto, sendo seguido por período de letargia (lentidão) e confusão temporária. Muitas vezes os músculos ficam muito doloridos depois de uma convulsão generalizada.
  • Crise de ausência. Neste tipo de convulsão, a perda de consciência é tão breve que a pessoa não costuma mudar de posição. Por alguns segundos, a pessoa pode ter um olhar vazio ou um piscar de olhos rápido. Geralmente, este tipo de ataque começa na infância ou início da adolescência.
  • Estado de mal epiléptico. Neste tipo de convulsão ocorre um estado de convulsão prolongada (20 minutos ou mais) ou uma série de convulsões sem recuperar totalmente a consciência. Esta é uma emergência médica com risco de vida.

Convulsões Parciais (focais)

Os diferentes tipos de crises parciais podem causar diferentes sintomas, nomeadamente:
  • Crise parcial simples. Numa crise parcial simples, as descargas elétricas relacionadas com a convulsão permanecem localizadas, pelo que que a pessoa experimenta um sentimento, sensação, movimento ou qualquer outro sintoma sem perder a consciência. Durante uma crise parcial simples, a pessoa permanece acordada e consciente. Os sintomas variam, dependendo da área específica do cérebro envolvida e podem incluir movimentos involuntários numa parte do corpo, uma experiência de cheiros anormais ou  sensação de um ambiente distorcido e medo inexplicável ou raiva.
  • Epilepsia parcial complexa. Este é o tipo mais comum de epilepsia parcial. Neste tipo de ataque, a pessoa perde a consciência e não responde, ou torna-se apenas parcialmente responsiva, podendo haver um mastigar do lábio ou repetitivos movimentos das mãos. Após a convulsão, normalmente, a pessoa fica confusa e não tem memória do episódio.
Qualquer tipo de epilepsia parcial pode tornar-se uma convulsão generalizada se a atividade elétrica se espalhar a partir da parte do cérebro onde a convulsão começou.

Diagnóstico para uma convulsão

É improvável que você possa ter sintomas de convulsão enquanto você está numa consulta médica ou num serviço de urgência médica. Por esta razão, é importante perguntar a qualquer pessoa que testemunhou a sua convulsão para descrever o evento e para descrevê-lo ao seu médico. Esta descrição pode ajudar o médico a determinar o tipo de crise que ocorreu.
O diagnóstico é baseado principalmente nos sintomas que são descritos. Normalmente, o exame físico e exame neurológico têm resultados normais entre os períodos das convulsões. Um adulto que experimenta um ataque pela primeira vez, será avaliado com uma varredura da cabeça e exames de sangue para procurar desequilíbrios químicos. O seu médico irá ordenar a execução de um tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (MRI) do cérebro. A maioria das pessoas com um novo diagnóstico de convulsão submetem-se a um eletroencefalograma (EEG), que monitoriza e regista as ondas cerebrais através de uma série de elétrodos colocados no couro cabeludo. Anormalidades específicas nos padrões de ondas cerebrais podem ajudar o seu médico a determinar que tipo de convulsão você pode ter. O EEG é um procedimento ambulatorial breve.
Com base no seu histórico e nos resultados dos testes, o seu médico irá decidir se existem informações suficientes para determinar o tipo e causa da crise. Se não, o seu médico pode encaminhá-lo para um neurologista para posterior avaliação.

Tratamento para a convulsão

O objetivo principal do tratamento da epilepsia é prevenir convulsões, tanto quanto possível, e minimizar os efeitos colaterais.
Quando as convulsões estão relacionadas com uma doença ou condição identificável (como o uso excessivo de álcool ou um desequilíbrio químico severo no sangue), geralmente, as convulsões desaparecem quando o problema é corrigido. Quando nenhuma causa médica para as convulsões pode ser encontrada e as convulsões continuam a ocorrer, são prescritos medicamentos anti-epilépticos. O tratamento da epilepsia pode ser complexo. Se um único medicamento não controlar totalmente as convulsões, geralmente, o próximo passo é o encaminhamento do paciente para um neurologista.
O estado epiléptico é uma emergência médica com risco de vida. Se não for adequadamente tratada, esta condição pode causar dano cerebral e insuficiência de outros órgãos vitais. O tratamento inclui a administração de medicamentos anti-epilépticos por via intravenosa (na veia) até que as convulsões sejam controladas.
Medicamentos anti-epilépticos podem causar uma variedade de efeitos secundários, e os efeitos secundários são mais prováveis de ocorrer com doses mais elevadas. Os efeitos colaterais incluem distúrbios gastrointestinais, elevação das enzimas hepáticas, baixa contagem de células brancas do sangue com maior risco de infecção, aumento de peso, sonolência, problemas de confusão e de memória, problemas de tontura e equilíbrio, tremor e visão dupla.
Quando a medicação não consegue controlar as convulsões de uma pessoa, uma cirurgia pode ser considerada. A decisão de promover uma cirurgia depende de muitos fatores, incluindo a frequência e a gravidade das crises, o risco de danos cerebrais ou lesões de convulsões frequentes, o efeito sobre a qualidade de vida do paciente, a saúde geral do paciente e a probabilidade de que a cirurgia possa controlar as convulsões.

Prevenção de convulsão

A epilepsia pode ser causada por traumatismo craniano ou por qualquer doença que afeta o cérebro. A melhor maneira de prevenir convulsões é evitar ferimentos na cabeça. Você pode fazer o seguinte:
  • Evitar situações em que possam ocorrer ferimentos na cabeça.
  • Usar cinto de segurança durante a condução ou enquanto anda em viaturas motorizadas.
  • Equipar o seu carro com air-bag.
  • Usar um capacete apropriado ao patinar, andar de moto ou de bicicleta.
  • Usar capacetes de proteção para desportos de contato.
Se você tiver uma desordem de convulsão ativa, também é importante tomar precauções para minimizar o risco de lesões, se você tiver uma convulsão. Por esta razão, geralmente, recomenda-se que os pacientes não operem um veículo a motor ou outra maquinaria perigosa até que as convulsões estejam bem controladas. Em geral, isto significa esperar pelo menos seis meses depois da convulsão mais recente.



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